REINO PLANTAE- BRIÓFITAS E PTERIDÓFITAS

O reino plantae, também chamado de vegetal ou metaphyta, é o reino que abarca os organismos conhecidos como plantas. A planta, desde quando consolidou sua presença no nosso planeta, desempenha um papel importantíssimo para a manutenção da vida, uma vez que é o principal alimento dos seres vivos e realiza processos como a fotossíntese. A variedade destes seres é estarrecedora, Tanto na estrutura quanto na morfologia, existem varias espécies de plantas que são completamente alheias a outras, mas, ainda assim, fazem parte do mesmo reino.


O eucalipto pode atingir mais de 100 metros de altura.

Lithopos, mais conhecidas como "plantas-pedra".


Acredita-se que as plantas tenham surgido há cerca de 500 milhões de anos, sendo o organismo que resultou da evolução de algas verdes que abundavam neste período. Fazendo jus à esta teoria, elas apresentam alguns pontos em comum com as algas, mas, atenção, apesar de serem as potenciais ancestrais, algas não são plantas, são do reino protista e não plantae. 

Então, como diferenciar plantas de algas, assim como de outros organismos que apresentem semelhanças? Para sanar esta duvida, devemos conhecer suas características primordiais.


Características das plantas

Eucariontes: Apresentam células(vegetais) com variedade de organelas citoplasmáticas, bem como o núcleo revestido por uma membrana nuclear.

Pluricelulares: São compostas por várias células do tipo eucarionte.

Autótrofas: produzem o próprio material nutritivo por meio da fotossíntese.

Matrotrofismo: Formação de embriões dependentes da planta mãe, que serão nutridos até adquirirem condições de sobrevivência autônoma.

Alem disso, possuem tecidos verdadeiros, apresentam a clorofila como pigmento principal, que é de suma importância na fotossíntese, e o amido -sintetizado a partir da junção de varias moléculas de glicose- como o material de reserva.

Existem mais de 200 espécies de plantas, que são divididas em dois grupos: o grupo das criptógamas o das fanerógamas. As criptógamas são definidas como plantas que não produzem sementes e necessitam da água para se reproduzirem, enquanto as fanerógamas apresentam as características contrárias. Cada um destes dois grupos é subdividido em outros dois menos abrangentes: As briófitas e pteridófitas (criptógamas), as gimnospermas angiospermas (fanerógamas).



Cladograma evolutivo



Quando as algas ancestrais começaram a colonizar o ambiente terrestre, encontraram um meio completamente inóspito, haja visto que eram naturais do ambiente aquático. Com isso, uma serie de fatores externos influenciaram em um processo evolutivo, permitindo-as desenvolver mecanismos de adaptação que culminaram no surgimento da primeira planta.



Briófitas


As briófitas foram as primeiras plantas da terra. Oriundas da evolução direta da alga verde ancestral, apresentavam apomorfias como tecidos verdadeiros e a capacidade de realizar matrotrofismo-que surgiu da necessidade de se reproduzirem num meio em que os gametas não tinham a mesma mobilidade oferecida pelo ambiente aquático.

As briófitas apresentam pequeno porte e ocorrem, principalmente, em ambientes úmidos, sob rochas e também sobre troncos de arvores. O musgo é o principal representante deste tipo de planta, que também se manifesta na forma de hepáticas e antóceros.


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Briófitas não possuem sistema vascular, o que significa que o transporte de seiva pelo organismo se da por meio de transmissão célula-célula. Evidentemente, este é um processo demorado, e é o fator condicionante de seu tamanho pequeno.

Quando tratamos deste tipo de planta, não usamos os termos raiz, caule ou folha, pois elas não possuem estas estruturas vegetais. Na verdade as briófitas apresentam aparelhos rudimentares que se assemelham à eles: o rizoide em alusão à raiz, o cauloide em relação ào caule e o filoide que se assemelham à folhas.


Reprodução

As briófitas só conseguem se reproduzir com a ajuda da água, pois os gametas deste tipo de planta necessitam do meio aquoso para adquirirem mobilidade e então se unirem formando um embrião. O ciclo de vida das briófitas apresentam duas fases, uma sexuada e outra assexuada este ciclo é denominado metagênese ou alternância de gerações.

Primeiro ocorre a fase sexuada, denominada gametófito, na qual os gametas são produzidos. Cada gameta é haploide (n) e, geralmente, as plantas produzem estes de apenas um sexo. Numa estrutura denominada anterídio, são produzidos os gametas masculinos, conhecidos como anterozoides. Este tem flagelos que o auxiliam na locomoção em meio aquoso. Já o gameta feminino, conhecido como oosfera, é sintetizado numa estrutura chamada arquegônio. Com o auxilio da água, o anterozoide se locomove e fecunda a oosfera. Surge, então, um zigoto que da origem a um novo esporófito diploide. A fase sexuada inicia-se no esporófito maduro. Os esporos são formados em estruturas chamadas esporângios. Neles ocorre a meiose e, quando completamente maduros, rompem-se, liberando os esporos que podem germinar e originar novos gametófitos, reiniciando o ciclo.





Pteridófitas

As pteridófitas são o primeiro grupo a possuir vasos condutores, ou seja, a pertencer ao grupo de plantas vasculares. O surgimento desse sistema condutor de água e outras substâncias solucionou o problema de transporte célula a célula presente nas briófitas, isso permite que o grupo das pteridófitas tenham plantas de pequeno e de grande porte.

A maioria das pteridófitas são as samambaias, indivíduos abundantes desde registros fósseis do Carbonífero. É o maior e mais diversificado grupo depois das angiospermas. Algumas samambaias possuem folhas inteiras, outras recortadas, além do tamanho da folha poder variar numa escala de metros.
As samambaias arbóreas do gênero Cyathea podem atingir até 24 metros e ter folhas com mais de 5 metros de comprimento. Apesar das samambaias serem as mais abundantes no grupo, as pteridófitas podem ser representadas também pelas avencas, xaxins e cavalinhas. As plantas desse grupo têm grande valor ornamental para a espécie humana, a maioria é terrestre mas já foram encontradas raras espécies aquáticas.
O corpo das pteridófitas possui três órgãos bem definidos: raiz, caule e folhas. Normalmente, o caule é subterrâneo nesses indivíduos, se desenvolvendo de forma horizontal no solo, ele é chamado de rizoma. Entretanto, podemos encontrar também caules aéreos como nos xaxins. As folhas das samambaias são muito diversas, podem ser lisas ou recortadas em elementos menores chamados de folíolos.




Reprodução

Assim como as briófitas, as pteridófitas também possuem uma alternância de gerações, um ciclo com uma fase sexuada e uma fase assexuada. Usaremos como exemplo para o ciclo reprodutivo a samambaia Polypodium vulgar, muito cultivada em nossas casas.

Ao contrário das briófitas, a geração duradoura nas pteridófitas é a esporofítica, a fase assexuada e produtora de esporos da planta. Você já observou pontinhos escuros na parte abaxial (inferior) da folha de uma samambaia? Esses pontinhos são chamados soros, e são nessas estruturas que os esporos são produzidos.
Depois que os esporos ficam maduros, os soros se abrem para liberá-los, se caírem em solo propício (úmido e com disponibilidade de nutrientes) cada esporo irá germinar e formar um protalo (uma estrutura em forma de coração). O protalo e a parte sexuada das samambaias, é onde ocorre a produção de gametas, ou seja, ele é o gametófito das pteridófitas.
Após a fecundação do anterozoide com a oosfera (na presença de água), o zigoto é formado e se desenvolve até formar o embrião. Esse embrião é que dará origem a um novo esporófito, ou seja, formará uma nova samambaia, dando início a um novo ciclo de vida.

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